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A obra aborda a irracionalidade legislativa do delito de tráfico de drogas, investigando sua construção pelo modelo significativo. Iniciando com a história emblemática de Samuel R. Caldwell, o primeiro preso nos EUA por venda mínima de maconha em 1937, questiona a compreensão do tráfico. Destaca a inadequação linguística e a necropolítica na legislação brasileira, relacionando-as à influência da sociedade capitalista neoliberal. Utilizando o método hipotético-dedutivo, o trabalho explora teorias da conduta, critica o proibicionismo, examina a relação entre a sociedade capitalista neoliberal e a política antidrogas no Brasil, bem como seus desdobramentos. Dessa forma, propõe-se a reconstrução do sentido linguístico penal do tráfico, mediante a exclusão de alguns verbos que compõem o núcleo do tipo, uma vez que não denotam sentido de mercancia. Contribui-se, ainda, para compreender as complexas dinâmicas entre sistema penal, vulnerabilidade social e criminalidade, especialmente sob a influência neoliberal na sociedade.